início /blog/contrato de aluguel de terreno
Guia · Lei 8.245/91Atualizado em 2026

Contrato de Aluguel de Terreno: Regras, Lei e Modelo

Aluguel de terreno também segue a Lei do Inquilinato. Veja prazo, reajuste, IPTU, benfeitorias e as cláusulas essenciais de um contrato de locação de terreno.

resposta direta

O aluguel de terreno é regido pela Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), que se aplica a imóveis urbanos edificados ou não, conforme a destinação. Em regra é locação não residencial. O contrato deve definir prazo, valor, responsabilidade pelo IPTU e o regime das benfeitorias e construções feitas pelo locatário.

guia do aluguel

O aluguel de terreno segue a Lei do Inquilinato

Sim. Embora muita gente associe a Lei do Inquilinato apenas a casas e apartamentos, a Lei 8.245/91 também alcança a locação de imóveis urbanos não edificados — ou seja, terrenos e lotes vazios — dependendo da sua destinação. Na maioria dos casos, o aluguel de terreno é uma locação não residencial (estacionamento, depósito de materiais, instalação de outdoor, feira, atividade comercial temporária), regida pelos arts. 51 a 57 da lei. Por não ter edificação destinada à moradia, normalmente não se aplicam as regras de denúncia vazia residencial dos arts. 46 e 47, mas as da locação comercial. Atenção: terreno rural destinado à produção agrícola NÃO entra aqui — esse é arrendamento rural, regido pelo Estatuto da Terra.

guia do aluguel

Quem paga o IPTU e as despesas do terreno

Pela regra geral do art. 22, VIII, da Lei 8.245/91, cabe ao locador pagar os impostos e taxas que incidem sobre o imóvel, como o IPTU (salvo disposição expressa em contrário no contrato). Justamente por essa ressalva, as partes podem transferir contratualmente ao locatário o pagamento do IPTU e de outras despesas, desde que isso esteja expresso no contrato. No aluguel de terreno isso é muito comum: como o locatário costuma ser quem efetivamente usa e ocupa a área, frequentemente assume o IPTU e taxas. Por isso, o contrato deve deixar claro, em cláusula específica, quem arca com o imposto, com eventual cercamento, limpeza e responsabilidade civil por acidentes na área.

guia do aluguel

Benfeitorias e construções no terreno

Esse é o ponto mais sensível do aluguel de terreno: o que acontece com o que o locatário construir ali? Em regra, as benfeitorias necessárias e as úteis autorizadas são indenizáveis e dão direito de retenção ao locatário (arts. 35 e 36 da Lei 8.245/91). Porém, a Súmula 335 do STJ permite que o contrato preveja, validamente, a renúncia do locatário ao direito de indenização e de retenção por benfeitorias. Em terrenos, é fundamental disciplinar também as acessões (construções erguidas do zero): o contrato deve dizer se, ao final, elas ficam para o dono (sem indenização), devem ser demolidas pelo locatário, ou serão indenizadas. Sem cláusula clara, sobram conflitos.

guia do aluguel

Prazo, reajuste e cláusulas essenciais

O contrato de aluguel de terreno deve conter: qualificação completa das partes; descrição precisa do terreno (endereço, área, número da matrícula, confrontações); finalidade do uso; valor do aluguel em moeda nacional e dia de vencimento; índice e periodicidade de reajuste (mínimo 12 meses); prazo de locação; definição sobre IPTU e despesas (art. 25); regime das benfeitorias e construções; e foro de eleição. Quando o contrato passa a vigorar por prazo indeterminado, o locador pode retomá-lo concedendo ao locatário 30 dias para desocupação, por escrito (art. 57). Por se tratar de área aberta, vale a pena prever cláusula de responsabilidade por danos e de devolução do terreno livre de entulho e construções não autorizadas.

base legal

Base legal deste guia

Os dispositivos abaixo são a fundamentação jurídica do conteúdo desta página. O contrato gerado pelo MeuContratto aplica essas regras automaticamente nas cláusulas.

Lei 8.245/91 (Lei do Inquilinato), art. 1º
Lei 8.245/91, art. 22
Lei 8.245/91, art. 25
Lei 8.245/91, art. 35
Lei 8.245/91, art. 57
Súmula 335 do STJ
perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Aluguel de terreno tem que seguir a Lei do Inquilinato?

Sim. A Lei 8.245/91 aplica-se a imóveis urbanos edificados ou não, conforme a destinação. Terreno urbano alugado para fins comerciais é locação não residencial. A exceção é o terreno rural para produção agrícola, que é arrendamento rural regido pelo Estatuto da Terra.

Quem paga o IPTU do terreno alugado?

Pela regra do art. 22 da Lei 8.245/91, é o locador. Mas o art. 25 permite transferir o IPTU ao locatário por cláusula expressa no contrato — prática muito comum no aluguel de terrenos, já que o locatário é quem ocupa a área.

O que acontece com o que eu construir no terreno alugado?

Depende do contrato. Benfeitorias necessárias e úteis autorizadas costumam ser indenizáveis (arts. 35 e 36). Porém, a Súmula 335 do STJ valida a renúncia a essa indenização. As construções (acessões) devem ter destino definido em cláusula: ficam para o dono, são demolidas ou indenizadas.

Posso alugar terreno para estacionamento ou outdoor?

Sim. Essas são destinações não residenciais típicas, plenamente regidas pela Lei 8.245/91. O contrato deve descrever a finalidade, o valor, o prazo e a responsabilidade por danos a terceiros, além de prever a devolução do terreno no estado contratado.

Como o dono retoma o terreno alugado?

Ao fim do prazo determinado, em regra pode retomá-lo. Se o contrato estiver por prazo indeterminado, o locador denuncia por escrito concedendo 30 dias para a desocupação (art. 57). Havendo infração contratual ou falta de pagamento, cabe ação de despejo (art. 9º).

autoria e revisão

Conteúdo revisado pela Equipe Jurídica MeuContratto. Última revisão em 09 de junho de 2026.

Material informativo de caráter geral, sem substituir orientação jurídica individual. Para o seu caso concreto, consulte um advogado.

CTA

Faça seu contrato de aluguel agora

Crie agora seu contrato de aluguel de terreno completo, definindo IPTU, benfeitorias e prazo — pronto para assinar e proteger as duas partes em minutos.

Gerar contrato de aluguel